Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Economia

Presidente da Stellantis admite erro da indústria ocidental diante de marcas chinesas

Executivo da montadora aponta que companhias erraram ao avaliar a velocidade de expansão das concorrentes da China

Centro da Stellantis
Centro de serviços da Stellantis na África do Sul · Foto: Husskeyy / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, reconheceu que as montadoras tradicionais ocidentais cometeram um erro ao avaliar a velocidade de avanço das fabricantes chinesas de automóveis. Em entrevista na terça-feira (6), o executivo afirmou que a indústria sabia que o futuro seria dos carros eletrificados, mas não conseguiu prever a rápida expansão asiática no mercado.

O impacto dessa leitura equivocada já aparece nos preços e na oferta de veículos aos consumidores. O aumento da concorrência com os carros chineses, que conseguem ser mais baratos e tecnologicamente avançados, pressiona as marcas tradicionais, que agora buscam novas regras do governo para proteger a produção nacional e garantir competitividade frente às rivais estrangeiras.

No Brasil, a participação dos veículos chineses saltou de 9% no ano passado para 17% no acumulado deste ano, chegando a ultrapassar a fatia de 25% das vendas no último mês, de acordo com o executivo. A Stellantis comanda marcas populares no país, como a Fiat e a Jeep.

Segundo Zola, a pandemia contribuiu para o atraso de produção, já que as empresas ocidentais priorizaram a resolução de problemas logísticos em vez da pesquisa e desenvolvimento. Ele apontou ainda que as empresas asiáticas internalizaram a produção de peças e baratearam custos, enquanto as montadoras ocidentais seguiram o caminho contrário de terceirizar a cadeia produtiva.

Com informações de G1 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise