Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Economia

Prio compra primeira área do leilão do pré-sal por R$ 93 milhões

Evento com 13 áreas é o maior pacote de exploração da região desde 2022; organizações ambientais questionam a disputa na Justiça

A petroleira brasileira Prio arrematou o primeiro bloco oferecido para exploração e produção de petróleo na área do pré-sal durante o leilão organizado pelo governo federal nesta quarta-feira (7). A empresa conquistou a área por meio do pagamento de um bônus de assinatura de R$ 93,3 milhões e assumiu o compromisso de repassar 32,80% da produção futura do local para a União.

O certame conduzido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) envolve 13 áreas focadas no pré-sal e representa o maior pacote de leilões desse tipo oferecido pelo Brasil desde 2022. Caso todos os lotes marinhos sejam concedidos às empresas do setor, o Ministério da Fazenda estima uma arrecadação total que pode alcançar a marca de R$ 1,24 bilhão. Ao todo, 19 corporações se inscreveram para a disputa, abrigando desde a Petrobras até as internacionais Exxon, Chevron e Shell.

A oferta dessas novas reservas provocou uma forte reação dos ativistas ambientais devido aos impactos na temperatura da Terra e nos povos originários. O Observatório do Clima criticou a exploração de matrizes fósseis em meio à emergência climática, enquanto a organização Arayara recorreu à Justiça sob o argumento de que há uma sobreposição indevida das áreas do leilão com territórios quilombolas e terras indígenas.

Dentro do mercado, contudo, as estimativas apontam que nem todas as áreas disponibilizadas do pré-sal acabarão vendidas pela União hoje. De acordo com o geólogo Pedro Zalán, apenas três dessas regiões do fundo do mar despertam muito interesse das petroleiras por causa de grandes descobertas no entorno, restando seis áreas de médio potencial e o restante com baixa atratividade econômica.

Com informações de UOL e Folha.

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