Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Promotoria argentina pede 12 anos de prisão para o médico de Diego Maradona

Equipe médica que atendeu o ídolo do futebol no fim da vida é acusada de tratamento anárquico e responde processo por homicídio.

Placa em homenagem a Maradona
Sinalização urbana de praça em homenagem a Diego Maradona · Foto: Evvemoscia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os procuradores do Ministério Público argentino formalizaram, nesta quinta-feira (8), um pedido para que o neurocirurgião Leopoldo Luque cumpra 12 anos de prisão na cadeia sob a acusação de homicídio. O médico particular encabeçava os tratamentos finais prestados a Diego Armando Maradona, falecido em 2020 aos 60 anos.

O caso está em sua reta final e busca penalizar os culpados por irregularidades após as investigações demonstrarem que a celebridade esportiva convivia com riscos severos dentro de casa. Além do cérebro da operação clínica, o pedido de detenção no mesmo patamar de Luque se estendeu para a psiquiatra Agustina Cosachov e para a coordenadora encarregada do grupo de cuidado familiar, Nancy Forlini.

Durante a sessão das alegações finais promovidas por Patricio Ferrari e Cosme Iribarren, os profissionais foram rotulados de causadores de um homicídio com dolo eventual e sem pudor de prejudicar o astro num momento de forte vulnerabilidade. Para classificar, a Promotoria indicou que o ídolo passava por rotinas e remédios classificados como "desorganização absoluta" e em ambiente "anárquico".

Sete trabalhadores de saúde foram convocados a dar respostas pelo fim das investigações, e as penas propostas a seis deles variaram entre as escalas de quatro e 12 anos, a depender das decisões judiciais de cada um. Os procuradores pediram absolvição para apenas um membro da equipe e a fase atual dará o direcionamento sobre qual será a condenação emitida pelos magistrados ao final da sentença.

Com informações de Clarín (Argentina), La Nación (Argentina), Infobae e Público (Portugal).

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