Próximo governo decepcionará na economia por falta de reformas, diz Monica de Bolle
Economista afirma que conta de juros chega a 8,7% do PIB e requer plano integrado com Banco Central
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Em entrevista concedida ao portal UOL nesta quinta-feira (15), a economista Monica de Bolle avaliou que o próximo presidente eleito em 2026 frustrará as expectativas na condução econômica do país, alertando que as principais forças políticas da disputa não propõem as reformas estruturais indispensáveis para conter a trajetória da dívida pública.
De acordo com Bolle, o Brasil despende atualmente o correspondente a 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para o pagamento de juros da dívida, montante considerado insustentável. A economista destacou que o equilíbrio fiscal do Estado não será alcançado unicamente com reduções orçamentárias em programas sociais, demandando uma reestruturação coordenada entre a gestão monetária conduzida pelo Banco Central do Brasil (BC) e os gastos governamentais.
Na análise do cenário político, a professora pontuou que o avanço da bancada do Partido Liberal (PL) no Senado Federal reconfigurou o arranjo de poder tradicional em Brasília, esvaziando o papel moderador exercido historicamente pelo centro político. Bolle acrescentou que a polarização das urnas reflete uma transformação no mercado de trabalho, na qual a extrema-direita passou a atrair eleitores identificados com o discurso de empreendedorismo individual e busca por renda própria.
Para a economista, os debates eleitorais ignoram a necessidade de uma reforma integrada do sistema de dívida e política monetária, o que aumentará a pressão sobre a equipe econômica que assumir o Palácio do Planalto a partir de 2027.
Com informações de UOL e Google Notícias.
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