Quase 25% dos brasileiros usam poupança ou dívidas para pagar contas básicas
Levantamento da FGV mostra que 24,9% das famílias recorreram a dívidas ou reservas no mês passado, maior taxa para setembro desde 2022.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) apontou que 24,9% dos brasileiros precisaram contrair empréstimos ou utilizar reservas da poupança para quitar despesas básicas, como água, luz e gás, em setembro de 2026.
O índice é o mais alto para o mês de setembro desde 2022, quando alcançou 25,4%, e sinaliza a perda de fôlego no orçamento doméstico. A deterioração financeira reduz o poder de compra da população, que passa a liquidar patrimônio para cobrir custos de sobrevivência em vez de direcionar a renda para outros consumos ou investimentos.
O nível atual de vulnerabilidade familiar se aproxima de momentos de forte recessão econômica no país, como o biênio de 2015 e 2016 e o período posterior aos impactos da pandemia de covid-19. O quadro chama a atenção de economistas por ocorrer em meio a uma taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.
Analistas econômicos apontam que o próximo passo é avaliar se a desaceleração da atividade econômica e a pressão dos preços continuarão comprometendo o orçamento das famílias no último trimestre do ano.
Com informações de Estadão, Google Notícias e Revista Oeste.
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