Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Política

Raquel Lyra critica pressão para transformar eleição em debate sobre impeachment no STF

Governadora reeleita de Pernambuco mantém neutralidade no segundo turno e rejeita focar a disputa presidencial na pauta do Supremo

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), criticou o fato de o segundo turno da disputa à Presidência da República estar sendo pautado pela possibilidade de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Lyra, que venceu com 53% dos votos válidos, declarou que o país não pode resumir a eleição a uma discussão sobre retaliações na Corte.

O posicionamento da governadora reforça sua decisão de manter a neutralidade entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. "A gente não pode entrar em um ambiente em que a disputa eleitoral é sobre quem será o ministro do STF a sofrer impeachment", afirmou ela em entrevista recente, pedindo foco nas necessidades da população.

O foco no tribunal cresceu porque ambos os presidenciáveis apresentaram propostas de mudança para a instituição. Lula defende alterar a duração dos mandatos dos ministros e retirar do presidente da República a prerrogativa de indicá-los. Já Flávio é favorável ao impeachment de magistrados por supostos abusos de poder e cobra mudanças nas competências da Corte. Lyra defendeu que o Supremo continue sendo cobrado, mas de forma técnica e voltada aos seus julgamentos.

Com informações de Poder360, Google Notícias e InfoMoney.

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