Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
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Política

Reforma eleitoral divide a Câmara e ameaça plano de acordo para frear avanço do PL

Proposta de voto distrital misto em 2034 enfrenta resistência de deputados governistas e da oposição

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A proposta de reforma eleitoral negociada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), gerou divergências internas na Casa e colocou em risco o acordo para aprovar o sistema distrital misto a partir de 2034. A formulação pretendia conter um possível crescimento de cadeiras do Partido Liberal (PL) nas próximas disputas legislativas.

A mudança altera profundamente a maneira como os cidadãos escolhem seus representantes no Congresso Nacional. No formato em vigor, baseado na representação proporcional com lista aberta, os votos de cada sigla são somados para definir o número total de cadeiras, permitindo que candidatos muito votados puxem outros integrantes partidários.

Pela proposição de Motta, a Câmara preencheria metade das vagas por meio de distritos territoriais específicos e a outra metade por meio de uma lista prévia organizada pelas legendas. Apesar do aval inicial de líderes do bloco central, diversos deputados articulam aprovar o modelo de "distritão", que elege apenas os mais votados sem considerar votos partidários, enquanto bancadas como Podemos e Solidariedade preferem uma versão mista dessa fórmula. Simultaneamente, a bancada opositora confirmou que seus 103 parlamentares votarão contra qualquer modificação nas diretrizes eleitorais.

Os líderes partidários devem se reunir nos próximos dias para avaliar se o texto ainda dispõe de votos suficientes para seguir à deliberação em plenário.

Com informações de UOL e Folha.

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