Rejeição de lei no Congresso desencadeia protestos por moradia em 50 cidades da Espanha
Derrota de pacote do governo, que tentava barrar despejos e regular aluguéis, ampliou mobilização nacional no fim de semana
Cerca de 50 cidades espanholas registraram grandes manifestações pelo direito à moradia neste sábado (3), em uma resposta direta a uma derrota sofrida pelo governo no Parlamento. Os protestos ganharam ainda mais adesão popular um dia depois que deputados de oposição rejeitaram um pacote de medidas desenhado para amenizar a crise habitacional no país.
O texto derrotado, proposto pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, pretendia suspender os despejos de inquilinos em situação vulnerável até o ano de 2030. Além disso, a lei previa renovações automáticas para os contratos de aluguel atuais e impunha limites rigorosos aos imóveis voltados apenas para a exploração turística. A iniciativa acabou derrubada por votos de legendas de direita e extrema direita, como o Partido Popular e o Vox.
O fracasso da votação gerou forte reação de organizações em defesa dos moradores, que acusam a classe política de ignorar as dificuldades causadas pela especulação imobiliária em áreas urbanas. Na capital Madri, ponto central dos atos, o governo estimou 70 mil pessoas nas ruas, enquanto os organizadores afirmaram ter mobilizado quase meio milhão de participantes.
Com informações de UOL e Brasil de Fato.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise
⏱ Linha do tempo Espanha
O que já foi publicado sobre este assunto antes desta notícia, do mais recente para o mais antigo.
- Você está aqui: esta notícia
- Espanha e República Tcheca se enfrentam pela Liga das Nações neste sábado
- Enchentes no sudeste da Espanha deixam um morto e 90 pessoas resgatadas
- Espanha convoca Carlos Espí, atacante que disputa espaço com Endrick no Real Madrid
- Chão e teto de bar desabam na Espanha e deixam pelo menos 11 pessoas feridas
- Parlamento da Espanha rejeita decretos e agrava crise de moradia