Relatório de Israel aponta violência sexual contra mulheres nos ataques do Hamas
Comissão documenta sistemáticos abusos corporais que perduraram por cativeiro em Gaza.
A invasão dos combatentes do Hamas em Israel, ocorrida em 2023, foi marcada pela violência sexual sistemática contra as mulheres sequestradas ao longo da ofensiva terrorista. A revelação e o mapeamento dos acontecimentos vêm dos dados de uma comissão investigativa de juristas de Israel, divulgados em um relatório na quarta-feira (7).
O documento recém-publicado traz quase 300 páginas com acusações a facções palestinas pelo uso de métodos de crueldade torturante tanto em domicílios no primeiro contato quanto durante o transporte para abrigos no cativeiro na Faixa de Gaza. Conforme o inquérito apontou, essas agressões foram executadas com o intuito focado em potencializar a humilhação do sequestro no terreno de batalha.
O nível dos ataques analisados indica um panorama alarmante que as forças classificaram formalmente como fortes violações enquadradas internacionalmente como crimes de guerra, agravantes contra a humanidade e mesmo genocídio. A nova força-tarefa complementa outras observações conduzidas previamente por investigações humanitárias no cerco na Organização das Nações Unidas (ONU).
Para construir a montagem pericial, a equipe revisou de forma aprofundada um conteúdo estimado em 1.800 horas de gravação brutal através de dez mil imagens fotográficas e filmagens. Desde novembro de 2023, os profissionais também organizaram e colheram cerca de 430 relatos de sobreviventes marcados pela tortura nos porões e parentes próximos vitimados no ataque.
Com informações de UOL e Folha.
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