Rússia e Ucrânia trocam acusações de ciberataques contra aplicativos de alerta
Sistemas de aviso aos civis emitiram notificações falsas sobre perigo de radiação e bombardeios após o fim do cessar-fogo em Kherson
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Os governos da Ucrânia e da Rússia afirmaram que seus aplicativos oficiais de alerta de emergência à população foram alvos de ciberataques entre o domingo (1º) e a segunda-feira (2), gerando pânico com mensagens falsas sobre ameaças militares e químicas.
A invasão dos sistemas digitais compromete a segurança de milhões de civis que dependem dessas ferramentas para buscar abrigo durante bombardeios. Na Ucrânia, o serviço Air Alarm disparou alertas infundados de radiação e notificações sobre supostos lançamentos de mísseis hipersônicos russos Oreshnik pouco antes das 23h; a Força Aérea ucraniana desmentiu os avisos e apontou que o texto foi redigido em língua russa, violando a exigência legal de uso exclusivo do ucraniano. Na Rússia, invasores acessaram o aplicativo móvel do Ministério das Emergências e dispararam comunicados falsos afirmando que ogivas nucleares haviam sido lançadas contra o país, segundo o veículo independente Meduza, embora o ministério tenha informado que o sistema de sirenes não foi comprometido.
O episódio de guerra cibernética ocorreu logo após o término da trégua mais longa do conflito na região de Kherson, que durou de 27 de outubro a 1º de novembro e havia sido negociada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, para permitir ajuda humanitária. O comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, confirmou o fim do cessar-fogo após a recusa de Moscou em prorrogar a pausa. Paralelamente às invasões digitais, a concessionária privada de energia DTEK executou cortes emergenciais no fornecimento elétrico em Kiev a mando da operadora estatal Ukrenergo, enquanto as forças de segurança de ambos os lados trabalham para restabelecer a integridade das redes com a retomada dos combates.
Equipes técnicas de cibersegurança dos dois governos iniciaram auditorias para restabelecer os protocolos de segurança dos servidores e identificar a origem das invasões, enquanto as autoridades recomendaram que os cidadãos chequem comunicados em canais oficiais antes de repassar os avisos.
Com informações de UOL, Infobae, Euronews, The Guardian, France 24, Deutsche Welle, Bloomberg, ABC News, Metrópoles, G1, RTP Notícias e Observador.
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