Sequenciamento genético desponta contra o câncer, mas acesso a terapias é restrito
Identificação de tumores permite tratamentos menos tóxicos, poupando pacientes da quimioterapia padrão
A utilização do sequenciamento genético tem se consolidado como um divisor de águas no tratamento de tumores oncológicos, permitindo uma resposta mais direcionada. No entanto, o acesso a esse teste que aponta a mutação específica da doença ainda é um desafio para os pacientes, limitando as possibilidades terapêuticas mais modernas.
O diagnóstico precoce dos genes defeituosos do tumor importa porque viabiliza a adoção de medicamentos de terapia-alvo, em substituição à quimioterapia padrão. Essas novas opções atacam as células adoecidas com mais precisão e se mostram menos debilitantes e tóxicas para quem já enfrenta os danos da doença no corpo.
Um exemplo das falhas no acesso ocorreu nos Estados Unidos, onde o paciente John Ebers iniciou longas sessões de quimioterapia para tratar um câncer colorretal antes de descobrir que existia outra forma de enfrentamento. Foi preciso chegar ao estágio em que a fraqueza limitou suas atividades para que os médicos optassem pelo teste dos genes do câncer.
Para profissionais como Christopher Lieu, pesquisador da Universidade do Colorado, os testes de biomarcadores são decisivos principalmente para aqueles que não reagem bem à quimioterapia. A ampliação desse recurso poderia encurtar o tempo de sofrimento e melhorar a qualidade de vida de um grupo expressivo de pessoas com tumores metastáticos.
Com informações de UOL e Folha.
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