Shoppings preveem alta de custos e disputa por comissões com o fim da escala 6x1
Entidade do setor calcula impacto financeiro de até 40% nas contas de pequenos lojistas que precisam cobrir turnos.
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O setor de shopping centers prevê aumento de despesas operacionais e maior disputa por comissões entre vendedores após a aprovação da proposta que encerra a escala de trabalho 6x1. A estimativa foi apresentada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), entidade que representa um mercado com faturamento anual de R$ 200,9 bilhões no país.
O impacto atinge diretamente os consumidores e os pequenos varejistas, que representam quase 60% das operações instaladas em centros de compras e empregam entre três e cinco funcionários. Segundo a entidade, para cobrir os dois dias de folga semanal exigidos pela nova legislação, esses lojistas precisarão contratar novos trabalhadores, gerando uma pressão de 30% a 40% sobre os resultados financeiros.
Um levantamento da empresa de análise econômica Tendências Consultoria, contratado pela Abrasce, calcula que a receita total do setor de shoppings pode encolher para R$ 186,2 bilhões no primeiro ano após o início da vigência da medida. A redução de jornada será escalonada: cairá de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a publicação da emenda e chegará a 40 horas semanais após um ano.
O presidente da associação, Glauco Humai, afirmou não se opor ao mérito do benefício social, mas defendeu a criação de programas de apoio à transição operacional. O segmento agora articula interlocução com o Ministério da Fazenda para monitorar a adaptação dos estabelecimentos ao novo calendário de folgas.
Com informações de UOL e Folha.
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