Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Política

Suplente de Moro vai para o PL e grupo que apoia impeachment no STF chega a 50 senadores

Bancada conservadora busca aprovar nova lei para driblar regras e afastar os ministros

O primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), Luis Felipe Cunha, oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) nesta quinta-feira (8) durante um evento que contou com a presença de lideranças importantes, incluindo o presidenciável Flávio Bolsonaro. Com o novo integrante, o bloco de senadores favoráveis à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu a marca de 50 parlamentares.

O fortalecimento dessa força política aponta para um embate institucional histórico na nova composição do Senado Federal, que tomará posse em 2027. O grupo articula abertamente maneiras jurídicas de superar decisões recentes da Suprema Corte que tornaram o rito de destituição de magistrados muito mais restritivo e rigoroso perante o Legislativo.

O maior obstáculo apontado pelos parlamentares é uma liminar individual concedida pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025. A decisão proibiu que o magistrado alvo do processo seja afastado preventivamente do cargo e elevou o número de votos necessários de uma maioria simples (metade dos presentes mais um) para o apoio de dois terços de todo o Senado (54 votos) já na fase de aceitação inicial da denúncia.

Para contornar as barreiras impostas pela liminar, os senadores avaliam dois caminhos de reação legislativa. A principal e mais ousada estratégia é a aprovação de um projeto de lei que atualize as regras de 1950, mas mantenha garantido o afastamento imediato dos ministros por maioria simples. Além disso, o bloco de direita aposta alto na eleição da futura presidência da Casa para conseguir destravar a votação dessas pautas.

Com informações de UOL, Folha e Gazeta do Povo.

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