Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Economia

Suspensão na reforma tributária pedida em pleito atrasa preparo das empresas

Pressões contrárias à nova organização fiscal pelo Congresso adiam certezas para pagamentos das contribuições de faturamento da base privada

A iminência de um choque político no andamento da reforma tributária abriu alerta no setor empresarial brasileiro sobre quando as novas definições governamentais de recolhimento financeiro valerão. A paralisação por ao menos um ano na aplicação foi apontada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como promessa no primeiro turno em caso de chegada da oposição.

As indefinições atrapalham de vez a programação contábil dos setores privados, pois há empresas que precisam decidir neste instante se atualizam seus sistemas para adotarem novas regras em 2027 ou aguardam aprovações por não quererem jogar investimentos fora. O Tribunal de Contas da União (TCU) precisa, obrigatoriamente, mostrar suas estimativas numéricas de teto até o dia 30 de outubro.

Se as promessas eleitorais seguirem ativas e não se diluírem, os novos atrasos de prazos requererão votações conjuntas em caráter de emendas para entrar no diário federal, em arranjos demorados com os pares na capital federal. Enquanto o atraso prossegue sem resposta, o Senado Federal deve correr com o repasse da estimativa do TCU para fixar de vez a tarifa até a metade de dezembro deste ano.

Com informações de Google Notícias e Estadão.

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