Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Fim da escala 6x1 fica mais difícil no Senado após primeiro turno, diz líder do governo

Oposição fortaleceu suas bancadas e aliados de Flávio Bolsonaro rejeitam projeto de jornada de trabalho

Senado Federal
Plenário do Senado · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho de seis dias para um de descanso ficou mais difícil após os resultados do primeiro turno das eleições. O reconhecimento foi feito nesta segunda-feira (5) pela líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE).

A declaração expõe a nova realidade política no Congresso, onde a capacidade de articulação do governo sofre pressão do crescimento de partidos de oposição, complicando mudanças estruturais nas leis trabalhistas.

As dificuldades nas negociações aumentaram depois que Flávio Bolsonaro (PL), que se opõe a tratar da pauta agora, encerrou o primeiro turno na frente da disputa presidencial. Além disso, o PL saiu das urnas de domingo como o maior partido do Senado, consolidando uma bancada de 28 parlamentares a partir de 2027.

Apesar da resistência, o governo avalia que recuar na tramitação do texto seria dar a derrota como certa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o cronograma prevendo três sessões de discussão de terça a quinta-feira. A estratégia dos parlamentares governistas é avançar nas etapas formais para criar pressão antes do envio para a votação definitiva no plenário.

Com informações de Google Notícias e InfoMoney.

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