Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Flávio assegura novos apoios, e Lula mira em eleitor ausente

O candidato do PL reuniu líderes da direita enquanto o PT se movimenta para mobilizar o voto da fatia que se absteve de escolher

A fase final da corrida pela Presidência começa a redesenhar a disputa no segundo turno, com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) articulando a confirmação de peso de diversos apoios públicos no campo da direita política e do centrão. Na direção inversa para estancar danos da votação no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as críticas pesadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e planeja direcionar os esforços rumo ao contingente que não foi votar em todo o Brasil.

Essa organização formal na primeira semana ajuda os partidos a formarem palanques coesos entre capitais com a promessa de força presencial mútua com prefeitos e governadores. Enquanto os caciques regionais impulsionam pautas entre os moderados a favor de um candidato, reverter a expressiva abstenção nacional — que atingiu a marca de mais de 33 milhões neste domingo eleitoral (4) — torna-se essencial e possivelmente vital para que haja uma guinada matemática nos números de rejeição.

Para aglomerar eleitores conservadores e de mercado ao lado de Bolsonaro, lideranças como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comprometeram-se a organizar pessoalmente e realizar viagens de comício pelos bairros ao longo das próximas semanas. Ele também recebeu endosso virtual do ex-presidente Michel Temer (MDB), do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e tenta um acerto verbal previsto para ocorrer numa reunião oficial presencial já nesta terça-feira (6) ao lado do administrador goiano Ronaldo Caiado (PSD).

Enquanto oponente se capitaliza em encontros e vídeos, Lula escolheu subir a tensão nas declarações de palanque na capital federal, queixando-se em reuniões de ser injustiçado pela Justiça sob a alegação de ter que defender a "promiscuidade" originária dos recentes atos dos gabinetes dos próprios magistrados da cúpula do país. A meta atual dos petistas passa agora a focar num esforço tático total de persuasão eleitoral direta buscando incentivar, e convencer politicamente, cada pessoa a regressar presencialmente à fila de votação e rejeitar as velhas siglas e opções do lado direito.

Com informações de UOL e Folha.

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