Trabalhadores podem denunciar assédio eleitoral mesmo após fim das eleições
Canais do Ministério Público do Trabalho continuam abertos para apurar coação e retaliações patronais
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Os trabalhadores que foram alvo de ameaças, constrangimentos ou pressões por suas escolhas políticas durante a campanha ainda podem registrar denúncias de assédio eleitoral mesmo após o encerramento das eleições de 2026.
A garantia foi destacada pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, que reforçou que a Justiça do Trabalho continuará julgando todas as ações para coibir abusos patronais e assegurar a liberdade de voto.
O avanço das ocorrências foi constatado no Mato Grosso do Sul, onde o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) registrou 35 denúncias até 26 de outubro, mais que o triplo dos 11 casos acumulados até o primeiro turno, em 4 de outubro. O estado havia registrado um caso em julho, dois em agosto e seis em setembro, saltando para 29 ocorrências dois dias antes do segundo turno, o que evidencia uma alta concentração de coações na fase decisiva.
De acordo com a procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, o assédio eleitoral se manifesta por ameaças de demissão, exigência de manifestação partidária e retaliações após o resultado das urnas. Casos desse tipo podem ser formalizados pelo site ou aplicativo do Ministério Público do Trabalho, permitindo que os procuradores abram inquéritos para punir os empregadores responsáveis.
Com informações de Agência Brasil, A Tarde (BA) e G1.
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