Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Mundo

Justiça do Quênia condena líder de seita pelo assassinato de 191 pessoas

Pastor Paul Mackenzie e trinta cúmplices induziram seguidores a jejuar até a morte em floresta

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A corte criminal da cidade de Mombaça, no Quênia, considerou culpados nesta segunda-feira (19) o líder de seita Paul Mackenzie e cerca de trinta de seus colaboradores pelo assassinato de cento e noventa e uma pessoas, sendo cento e noventa crianças e um adulto. O grupo comandava a Igreja Internacional das Boas Novas, organização associada a um dos maiores desastres provocados por fanatismo religioso na história recente.

A condenação encerra um dos julgamentos mais traumáticos do continente africano, iniciado após a descoberta de dezenas de valas clandestinas na floresta de Shakahola no primeiro semestre do ano passado. Mackenzie doutrinava os fiéis a praticarem jejum extremo até a inanição biológica completa, convencendo famílias inteiras de que a morte pela fome aceleraria o encontro com divindades antes do apocalipse.

Exames periciais e depoimentos de sobreviventes revelaram que muitas vítimas, principalmente crianças, foram trancadas na mata e impedidas de ingerir alimentos e líquidos, além de sofrerem agressões físicas para evitar tentativas de fuga. A repercussão do caso levou as autoridades quenianas a promover reformas legais para endurecer os critérios de fiscalização e registro de templos e agremiações religiosas independentes.

Com o veredito de condenação por homicídio proferido pelo tribunal costeiro, a leitura da sentença definitiva com a fixação dos anos de prisão de Mackenzie e dos demais réus foi marcada para o dia seis de novembro.

Com informações de Al Jazeera, Deutsche Welle, South China Morning Post, The Independent e New York Times.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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