TSE nega registro de Arruda ao governo do DF, e votos dele serão anulados
Ex-governador é inelegível até 2030 por sete condenações de improbidade ligadas à Caixa de Pandora; nome segue nas urnas, que já estão lacradas
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou nesta quinta-feira (24) a candidatura de José Roberto Arruda, do PSD, ao governo do Distrito Federal. A Corte analisou o recurso do ex-governador contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que, em 3 de setembro, o declarou inelegível até 2030.
A decisão do TRE, tomada por unanimidade, se apoia em sete condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. O TSE seguiu esse entendimento.
O nome e o número de Arruda continuarão aparecendo nas urnas, que já estão lacradas, mas os votos dados a ele serão anulados.
Multa por publicações nas redes
Na mesma quinta-feira, o TRE-DF multou o ex-governador em R$ 5 mil por publicações no Instagram e determinou a remoção delas. Procurado, ele afirmou não ter tido conhecimento da multa.
Segundo a decisão, posts feitos entre 13 e 14 de setembro traziam informação incompatível com o estágio real do processo: um vídeo com a mensagem "ELEGÍVEL! BORA PRO SEGUNDO TURNO" e, no dia seguinte, uma publicação com a expressão "CANDIDATURA AUTORIZADA". No período, o registro constava como indeferido, em prazo recursal.
O tribunal fez uma distinção que explica a punição: quem ainda não teve a candidatura julgada em última instância pode fazer campanha e seguir na disputa, mas não pode afirmar ao eleitor que está elegível ou autorizado.
Na última pesquisa Quaest, Arruda aparecia com 17% das intenções de voto, atrás de Celina Leão, do PP, e Leandro Grass, do PT.
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