Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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União Europeia retira patrocínio de evento sobre desinformação após queixa americana

O painel alvo das críticas apontava os Estados Unidos como uma potencial ameaça à manipulação de informações no mundo

O Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), principal órgão diplomático da União Europeia, retirou na última hora seu apoio oficial estrutural a uma ampla conferência global sobre desinformação que ocorreu no decorrer desta semana na Lituânia. A súbita decisão da chancelaria de remover publicamente a logomarca do bloco europeu foi tomada após uma pressão expressa e direta do governo dos Estados Unidos, chefiado pelo presidente Donald Trump.

A desistência inesperada acendeu um profundo atrito institucional nas esferas de Bruxelas, pois um dos alicerces recentes do bloco é proteger a liberdade do debate civil contra restrições estatais. O incômodo do núcleo diplomático norte-americano foi despertado unicamente por um painel específico da conferência, intitulado "EUA como ameaça de FIMI: adaptar, reconhecer, reagir", que visava colocar em dúvida se o país estaria participando em esquemas de manipulação e de interferência de informações fora das suas fronteiras.

Responsável pelo departamento na União Europeia, o porta-voz Christian Wigand se posicionou sobre a controvérsia, argumentando que a saída oficial foi concretizada apenas porque os organizadores civis optaram por guiar os debates com visões que supostamente diferem drasticamente das posturas defendidas hoje pela liderança europeia. A explicação oficial, entretanto, não foi aceita pacificamente e atraiu fortes objeções.

Diversos representantes políticos europeus reagiram com indignação à retração. A eurodeputada alemã Alexandra Geese endossou as críticas, atacando severamente os EUA e declarando que o bloco cedeu covardemente a uma grave interferência alienígena que busca mascarar uma conduta irregular no ambiente da internet. Desconsiderando a ameaça diplomática, o evento seguiu acontecendo integralmente.

Com informações de UOL, Euronews e Gazeta do Povo.

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