Protestos por educação na França deixam adolescentes mutilados e milhares de presos
Uso de granadas e bombas de gás pela polícia gera investigações após três semanas de confrontos e suspensão de aulas
A atuação das forças de segurança da França durante a repressão a protestos estudantis que já duram três semanas resultou em adolescentes gravemente feridos, mais de 6.600 prisões e investigações oficiais sobre a conduta policial.
O agravamento da violência reacende o alerta sobre o uso desproporcional da força pelo Estado francês e paralisa parte do sistema de ensino, pressionando o governo a responder às demandas das escolas e às críticas sobre os abusos cometidos contra menores.
As manifestações, que começaram em meados de setembro e ganharam força recentemente, exigem mais investimentos na educação, contratação de professores substitutos e melhorias na infraestrutura dos colégios. Nesta quinta-feira (8), 375 escolas estavam total ou parcialmente fechadas no país. A maioria dos 6.629 detidos até agora é de menores de idade.
As autoridades francesas investigam a conduta policial em 18 casos isolados. Em Lens, um adolescente de 15 anos perdeu uma das mãos em um incidente com uma granada policial. Em Paris, um jovem de 14 anos teve a mandíbula e dentes quebrados após ser atingido no rosto por uma bomba de gás lacrimogêneo, enquanto um rapaz de 16 anos sofreu perda parcial da visão em Tours.
O Ministério do Interior argumenta que a polícia apenas intervém diante de episódios de violência ou danos ao patrimônio. No entanto, após as graves lesões dos estudantes, o ministro Laurent Nuñez adotou medidas restritivas temporárias sobre o uso de determinados armamentos pelas forças de segurança.
Com informações de G1 e Google Notícias.
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