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Protestos estudantis na França chegam à terceira semana com jovens feridos

Manifestações cobram melhorias na educação pública e são marcadas por prisões em massa e denúncias de violência policial.

Milhares de estudantes, professores e pais de alunos participaram de manifestações nesta quinta-feira (8) em diversas regiões da França, protestando contra as condições das escolas e enfrentando uma forte repressão policial que tem deixado adolescentes gravemente feridos.

A tensão expõe a insatisfação popular com a estrutura da educação no país e reacende debates sobre o uso excessivo de força pelo Estado em manifestações civis.

Os protestos, que envolvem principalmente alunos do ensino médio, começaram em setembro e ganharam força nos últimos dias. O grupo reivindica o aumento de investimentos, contratação de professores substitutos e melhorias estruturais. Segundo o Ministério da Educação francês, 375 escolas foram fechadas total ou parcialmente nesta quinta em decorrência dos atos.

O cenário nas ruas agravou-se com confrontos. O Ministério do Interior registrou 6.629 prisões desde o começo das mobilizações, com a maioria dos detidos sendo menores de idade. A atuação da polícia passou a ser alvo de denúncias após adolescentes sofrerem desde mandíbulas fraturadas até mutilações severas nas mãos.

Em Tours, na região do Loire, um jovem de 16 anos perdeu parte da visão, possivelmente atingido por munição policial, e o caso passou a ser investigado. O agente suspeito de fazer o disparo foi detido e acusado de violência cometida por agente público com resultado de mutilação ou incapacidade permanente.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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