França tem quarto dia de paralisação em escolas após promessas do governo
Estudantes mantêm pressão contra superlotação de salas e pedem fim de plataforma de vestibular.
Os estudantes da França realizaram nesta quinta-feira (8) o quarto ato nacional de protestos por melhorias no sistema educacional, mantendo a pressão nas ruas mesmo após promessas de socorro do governo. Pela manhã, cerca de 375 escolas francesas amanheceram fechadas ou com as atividades parcialmente paralisadas devido aos bloqueios.
A crise da educação francesa gira em torno de duas grandes queixas: a falta de professores para turmas que estão superlotadas e a complexidade do "Parcoursup", o sistema digital usado para entrar na universidade. A ferramenta virou alvo de raiva porque ficou tão burocrática que famílias ricas e de classe média passaram a contratar consultores particulares por quase R$ 5.600 para conseguir vagas, prejudicando os alunos mais pobres.
O volume e a violência dos protestos, que já deixaram mais de 760 policiais feridos e 6.600 detidos desde setembro, obrigaram o primeiro-ministro Sébastien Lecornu a agir. Ele prometeu alterar o orçamento do país até o fim do mês para atender às demandas estudantis, mas os líderes da mobilização mantiveram as greves até que o dinheiro chegue de fato às escolas.
Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.
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