Protestos na França reúnem 450 mil jovens e universitários aderem à mobilização
Estudantes reclamam de falta de professores e de alojamentos; manifestações são marcadas por casos de repressão policial e feridos
Os protestos estudantis na França ganharam um novo patamar nesta semana após a adesão de alunos universitários às manifestações que haviam sido iniciadas por jovens do ensino médio. Na última terça-feira (6), mais de 450 mil pessoas saíram às ruas em diversas cidades francesas para cobrar grandes melhorias no sistema educacional, resultando em tensões com a polícia.
O movimento cobra soluções urgentes para problemas antigos na educação do país. Entre as reivindicações dos alunos estão a falta crônica de professores, a precariedade na manutenção dos prédios escolares, a necessidade de congelar os preços das refeições e a carência de alojamentos. Os universitários reclamam ainda do aumento imposto às anuidades cobradas de alunos estrangeiros que vêm de fora da União Europeia.
A condução da crise pelo governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu vem gerando revolta. O Ministério do Interior orientou uma resposta contundente aos bloqueios feitos nas portas dos colégios, o que motivou ações repressivas com o uso de cassetetes e gás lacrimogêneo em manifestações, até mesmo diante de institutos tradicionais em Paris, como a Sciences Po.
Após a violência escalar, com o caso de um estudante de 15 anos que teve a mão amputada ao ser atingido por um explosivo tático na cidade de Lens, o governo francês recuou temporariamente e suspendeu o uso de granadas de atordoamento pelas forças de segurança. Apesar da medida, os estudantes prometem que as paralisações nas escolas devem continuar nos próximos dias.
Com informações de RTP Notícias (Portugal), UOL e Folha.
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