Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Zema ironiza ação por uso de celular na urna: 'Se tivesse roubado, estaria tudo bem'

Candidato do Novo reclamou do Ministério Público Eleitoral após ser flagrado com o aparelho na cabine de votação.

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) reagiu com ironia neste domingo (4) à ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que questiona o fato de ele ter entrado com um telefone celular na cabine de votação na cidade de Araxá (MG). Em uma rede social, o político relativizou a infração e criticou a postura das autoridades ao tratar do caso.

A reação do candidato ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) confirmou que vai apurar o episódio. A regra eleitoral vigente proíbe expressamente o porte de celulares, câmeras ou outros equipamentos na cabine para garantir o sigilo do voto, exigindo que os aparelhos sejam deixados em uma mesa com os mesários antes de digitar na urna.

Na sua publicação, Zema escreveu: "Mas se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil". Ele também questionou a coerência das regras, argumentando que a própria Justiça Eleitoral oferece ferramentas virtuais de apoio ao eleitor. "O TSE cria uma ferramenta chamada 'Colinha Virtual', a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular", reclamou o candidato.

Mais cedo, Zema se defendeu alegando que não foi orientado de forma clara pelos mesários da sua seção eleitoral sobre a proibição de manter o celular consigo no momento de registrar o voto. Ele também negou terminantemente ter tirado fotografias ou feito filmagens diante da urna eletrônica enquanto votava.

Com informações de UOL, InfoMoney, Estadão, Money Times e Terra.

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