Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Abstenção de 32,9 milhões no primeiro turno reúne idosos e registros de falecidos

Dados do TSE revelam impacto do voto facultativo e de cadastros desatualizados de idosos no índice de faltas

Eleições 2026
dia de votação no primeiro turno · Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O primeiro turno das eleições de 2026 totalizou 32,9 milhões de ausências de eleitores nas urnas em todo o país, mantendo o índice em torno de um a cada cinco votantes, mas dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que o número inclui eleitores sem obrigação legal de votar e pessoas já falecidas.

A decomposição das estatísticas demonstra que a taxa de abstenção não mede unicamente a desilusão com o processo eleitoral, mas reflete também o envelhecimento populacional e deficiências na comunicação entre cartórios civis e a Justiça Eleitoral.

De acordo com análise de dados do TSE e da plataforma CepespData divulgada pela Folha de S.Paulo, o grupo de voto facultativo — formado por jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e pessoas com 70 anos ou mais — respondeu por quase um terço das faltas em 2022. Os eleitores com mais de 70 anos avançaram de 9,5% do total de inscritos em 2022 para 10,9% em 2026, gerando um aumento natural no volume de ausentes.

Outro contingente relevante decorre da permanência de falecidos na base de dados, visto que a regra de cancelamento do título por ausência em três pleitos consecutivos não se aplica a quem possui voto facultativo. O sistema eleitoral registrava 298 mil inscritos com cem anos ou mais em 2026, contra apenas 38 mil apurados pelo Censo do IBGE, e computava ao menos 528 mil nomes adicionais na faixa a partir dos 90 anos.

Com informações de UOL e Folha.

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