Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Economia

Alta dos juros nos Estados Unidos ameaça finanças de empresas endividadas

Custos para tomar dinheiro emprestado atingiram o maior patamar desde 2020 para companhias com notas de crédito muito baixas

O setor corporativo dos Estados Unidos começou a sentir fortemente os impactos do aumento dos rendimentos dos títulos do governo. O cenário macroeconômico forçou companhias a alterar seus planos de caixa, e a dificuldade no acesso a crédito acendeu o alerta no mercado financeiro sobre um possível risco de calotes, especialmente entre empresas que carregam as piores notas de avaliação de crédito.

Com os títulos de dez anos do Tesouro americano pagando os rendimentos mais altos desde o ano de 2002, os bancos passaram a cobrar mais caro para financiar a iniciativa privada. Para as empresas com classificação inferior a "triplo C", a taxa de financiamento neste mês chegou à marca de 17%, um patamar que não era visto desde maio de 2020. Em consequência, o prêmio de risco para essas companhias saltou para 12 pontos percentuais.

Os economistas apontam que a tensão atinge de maneira mais crítica as corporações que possuem empréstimos baseados em taxas flutuantes ou que necessitam refinanciar os próprios vencimentos dentro dos próximos meses. Nessas condições, os credores exigem garantias financeiras cada vez maiores para compensar e assumir o alto risco de calote nos contratos.

A escalada prolongada nos juros paralisou parcialmente as reestruturações das dívidas americanas. Os grandes agentes do setor estão segurando suas operações: o Bank of America, por exemplo, reduziu recentemente em quase um terço as suas projeções de volume para a dívida corporativa denominada em dólares, derrubando a estimativa de US$ 160 bilhões para US$ 110 bilhões.

Com informações de UOL e Folha.

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