Sábado, 10 de outubro de 2026
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Política

Apoio de jovens à direita acende alerta sobre comunicação da esquerda e perda de memória histórica

Queda nos votos progressistas entre 16 e 34 anos reflete insatisfação com mercado de trabalho e eficácia das redes conservadoras

O estreitamento da vantagem eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores de 16 a 34 anos na disputa de primeiro turno contra Flávio Bolsonaro (PL) evidenciou um desafio crescente para os partidos de esquerda: reconquistar a juventude.

Esse fenômeno brasileiro se repete em dezenas de democracias no mundo, como Estados Unidos, França, Alemanha, Argentina e Chile. A juventude, que historicamente formava uma base cativa de eleitores progressistas, passou a ser atraída e engajada pela direita radical nos últimos anos.

Segundo análise publicada pelo colunista Hélio Schwartsman na Folha de S.Paulo, o movimento tem raízes profundas na frustração econômica das novas gerações, que não encontram mais espaço no mercado de trabalho tradicional. Aliado a isso, influenciadores de direita têm se mostrado muito mais eficazes na comunicação pelas redes sociais do que os da esquerda.

Há também um fator estético e de rebeldia: como a esquerda emplacou bandeiras e se firmou no poder nas últimas décadas, a postura de contestação ao sistema passou a ser exclusividade da nova direita. O analista pontua, por fim, que a passagem do tempo apagou as memórias dos governos totalitários (nazifascismo e comunismo) que funcionavam como a maior proteção histórica contra a radicalização dos jovens.

Com informações de UOL e Folha.

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