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Política

PT rebate acusação sobre documentário de Lula e alega manobra para beneficiar Flávio

Partido questiona reportagem que aponta uso de caixa dois para financiar obra e ameaça processar revista

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou como "farsa" e "peça eleitoral irresponsável" a denúncia de que um banqueiro teria financiado ilegalmente um documentário sobre a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a sigla anunciou que pretende acionar a revista Veja na Justiça pela publicação do suposto esquema de propina.

De acordo com a reportagem, o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria pago R$ 30 milhões de forma não contabilizada ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, para financiar a obra dirigida pelo cineasta norte-americano Oliver Stone. O suposto pagamento abriria caminho para que o banco conseguisse acessar recursos bilionários de fundos de pensão controlados pelo governo federal.

A intermediação com as estatais e os fundos públicos teria sido feita pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, por Augusto Lima e pelo senador Jaques Wagner, de acordo com áudios que foram atribuídos ao banqueiro. Esse relato constaria em anexos entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) em um processo de negociação de delação premiada.

Em sua defesa, a cúpula do PT afirmou que as acusações são graves, mas feitas sem a apresentação de provas concretas que atestem o crime. Segundo o partido, o relato vazado sequer tem registro na Polícia Federal e não faz parte de um acordo de delação formalizado pelo Ministério Público. A legenda acusa a veiculação do escândalo de ser uma manobra para prejudicar a imagem de Lula e interferir no segundo turno presidencial a favor de Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações de O Antagonista e G1.

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