Sábado, 07 de novembro de 2026
Saúde

Artigo na The Lancet defende tratar machosfera como questão de saúde pública

Pesquisadores apontam que apoio em saúde mental e medidas educacionais são indispensáveis contra a misoginia na internet.

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A proliferação da machosfera — ecossistema digital que reúne comunidades focadas em misoginia, hostilidade às mulheres e exaltação de padrões de dominação masculina — deve ser enfrentada como uma questão de saúde pública. A recomendação consta em artigo de opinião assinado pelos pesquisadores Kent Buse e Sarah Hawkes, diretores do centro Global 50/50, veiculado na revista científica britânica The Lancet.

De acordo com os especialistas, apenas punir abusos ou tentar regular o funcionamento de plataformas digitais não soluciona a raiz do problema. A estratégia sugerida requer a criação de um plano de ação amplo e integrado, capaz de unir assistência psicológica especializada, suporte pedagógico nas escolas e capacitação profissional para reduzir a vulnerabilidade dos jovens à radicalização.

O texto ressalta que o abandono escolar precoce, as elevadas taxas de encarceramento masculino e o desemprego acentuam a cobrança social pela chamada masculinidade hegemônica, modelo que condena a demonstração de fraqueza e exige o papel de provedor financeiro. Segundo os autores, as redes de saúde e assistência pública continuam despreparadas para atender às demandas de saúde mental desse público, favorecendo o ingresso em fóruns virtuais extremistas.

Com informações de Folha e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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