Domingo, 08 de novembro de 2026
Saúde

Ludhmila Hajjar defende Enamed e afirma que medicina não pode virar negócio no país

Cardiologista discursou ao lado de Lula na sanção da lei que torna exame de proficiência obrigatório

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A médica cardiologista e professora titular da Universidade de São Paulo (USP), Ludhmila Hajjar, defendeu na sexta-feira (6) a exigência de um teste nacional para avaliar recém-formados em medicina e afirmou que a profissão não pode ser tratada como negócio.

A manifestação ocorreu no Palácio do Planalto durante a sanção da Lei 15.527 de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, norma que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como etapa obrigatória para que novos formandos consigam o registro profissional de médico no Brasil.

Ao discursar de improviso a convite do presidente, a professora criticou o nível de capacitação em faculdades brasileiras e alertou que muitos estudantes chegam ao fim da graduação sem preparo para emergências básicas, como ressuscitação após paradas cardíacas. Segundo Hajjar, a avaliação padronizada é indispensável para evitar iatrogenias — danos e lesões involuntárias causados por condutas médicas despreparadas — contra a população que depende da rede pública.

Apelidado de OAB da medicina em referência ao modelo aplicado na advocacia, o Enamed passará a aferir o conhecimento dos alunos tanto durante os anos de curso quanto na fase final dos estudos, antecedendo a emissão do registro pelos conselhos regionais de classe.

Com informações de Poder360 e Google Notícias.

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