Ataque com mísseis no Iêmen eleva risco global e puxa dólar e juros no Brasil
Moeda americana avançou a R$ 4,99 na abertura após uma onda de otimismo que derrubou os números na esteira das eleições municipais do último domingo
Os reflexos positivos das eleições municipais do fim de semana nas negociações locais tiveram de passar por uma pausa natural nesta quarta-feira (7), quando o mercado financeiro mudou de lado pela aversão aos choques geopolíticos internacionais. Tanto a cotação do dólar quanto as taxas de juros futuros no Brasil subiram no início do pregão em virtude das tensões ocorridas no Oriente Médio pelo bombardeio do Aeroporto Internacional de Áden, no Iêmen.
O sobressalto freou a intensa euforia eleitoral que marcou o Brasil nos pregões de segunda e de terça-feira. Como movimento de ajuste em relação à derrocada dos juros nas 48 horas anteriores, o dólar retomou o piso de R$ 4,99, marcando a alta de 0,33%, ao lado do índice mundial de desempenho da moeda norte-americana contra outras divisas, o DXY, que registrava valorização de mais de 0,64% em todo o mundo na manhã de hoje.
O epicentro da agitação ocorreu devido a um ataque liderado por rebeldes Houthis. Eles atingiram o aeroporto no Iêmen com o uso coordenado de mísseis e de drones instantes antes da aterrissagem de aviões comerciais. Devido à localização de rotas cruciais para o transporte global no estreito de Bab el-Mandeb, o sobressalto do combate ajudou a puxar os valores futuros do barril de petróleo do tipo Brent para o topo na escala de US$ 101,70.
Com um barril encarecendo para o abastecimento em vários países e a ameaça persistente do conflito nas fronteiras, reacendem-se os medos de que a inflação das indústrias seja duradoura e os riscos globais piorem a instabilidade para os aplicadores. No mercado interno, a percepção dessa dificuldade causou pequenas oscilações de alta nas taxas dos contratos dos juros DI de longo prazo ligados a 2029.
Com informações de UOL e Folha.
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