Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Ataque militar dos Estados Unidos a lancha no Mar do Caribe deixa quatro mortos

Comando Sul afirma que as vítimas eram traficantes, mas não apresentou provas; ação soma-se a outras 70 explosões em um ano

Mapa histórico do Caribe
Mapa representando a região das ilhas do Mar do Caribe · Foto: Desconhecido/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram e destruíram uma lancha no Mar do Caribe no último domingo (4), ação que resultou na morte das quatro pessoas que estavam a bordo. O Comando Sul dos EUA (Southcom) assumiu a autoria da explosão alegando que o barco navegava por uma rota de tráfico de drogas, e classificou as vítimas como "narcoterroristas", embora não tenha apresentado provas de que havia entorpecentes no local.

O ataque expõe a política de tolerância zero e o uso cada vez maior de força letal pelo governo americano em águas internacionais, o que levanta fortes questionamentos diplomáticos e humanitários sobre a legalidade das operações. A escalada militar acontece enquanto a gestão do presidente Donald Trump pressiona países latino-americanos a assinarem acordos de cooperação para estender essas interceptações agressivas ao território terrestre de outras nações.

As imagens da lancha em movimento sendo pulverizada por uma explosão foram publicadas nas redes sociais pelos próprios militares americanos. A estratégia bélica já contabiliza pelo menos 70 operações semelhantes nas águas do Caribe e do Pacífico Oriental desde setembro de 2025. De acordo com os balanços do próprio Southcom e reportagens locais, os ataques com mísseis já deixaram um saldo estimado entre 235 e 239 mortos em pouco mais de um ano de operações.

Com informações de UOL, Google Notícias e Veja.

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