Qualcomm e Arm iniciam julgamento bilionário por quebra de contrato
Fabricantes de chips disputam uso de licenças; Qualcomm busca suspender pagamento de royalties por até cinco anos
As fabricantes de chips Qualcomm e Arm iniciaram nesta segunda-feira (5) um julgamento em um tribunal federal de Delaware, nos Estados Unidos. A Qualcomm acusa a Arm de reter ferramentas de teste previstas em contrato e de vazar ameaças de rescisão de acordos, enquanto busca autorização para deixar de pagar bilhões de dólares em royalties por até cinco anos.
O resultado do julgamento pode redefinir os custos e as parcerias no mercado global de chips, afetando a produção de componentes essenciais para celulares e computadores. A disputa ganha peso porque as duas empresas são fundamentais na cadeia de tecnologia.
A origem do atrito atual remonta a 2021, quando a Qualcomm comprou a startup Nuvia, que possuía licenças da Arm. Na declaração inicial, a advogada da Qualcomm, Karen Dunn, afirmou que executivos da Arm passaram a tratar a parceira como "inimiga" após a aquisição, temendo perder receitas.
A Qualcomm argumenta que os vazamentos coordenados pela Arm para a imprensa prejudicaram as negociações da empresa com a Meta. O tribunal agora ouvirá os argumentos da Arm para decidir se houve quebra de contrato ou se a cobrança dos royalties deve ser mantida.
Com informações de UOL, Terra e InfoMoney.
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