Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
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Economia

Ativos brasileiros em Nova York despencam após vitória de Lula na eleição

Recibos de bancos e estatais recuam até 28% no pré-mercado e elevam risco de interrupção na B3.

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Luiz Inácio Lula da Silva
Lula discursa após reeleição presidencial · Foto: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

Os contratos futuros vinculados à moeda brasileira e os recibos de ações de companhias nacionais negociados em Nova York apresentaram fortes quedas na manhã desta segunda-feira (26). A desvalorização dos ativos ocorreu após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), contra o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), no segundo turno da eleição presidencial.

A oscilação no exterior indica forte pressão de baixa para o pregão financeiro no Brasil, com tendência de alta do dólar e risco de acionamento do "circuit breaker", mecanismo que suspende as negociações na B3, a bolsa brasileira, caso a queda do Ibovespa ultrapasse o limite de 10%.

Por volta das 7h30 no horário de Brasília, o fundo de índice EWZ, que reúne ações brasileiras nos Estados Unidos, recuava mais de 26% no pré-mercado, período de negociações que antecede a abertura oficial. Os recibos de bancos e empresas estatais registraram recuos acentuados: as cotas do Itaú caíram 28%, as do Bradesco cederam 25% e as da Petrobras recuaram 23%. Entre as empresas de tecnologia financeira, a XP despencou mais de 45%, enquanto o Nubank perdeu 20%.

O movimento de desmonte de posições também atingiu os mercados asiáticos durante a madrugada. Na Bolsa de Tóquio, o Nomura NF Ibovespa Link ETF recuou 15%, enquanto os contratos futuros do real para liquidação em novembro perderam 10% de valor ao longo da sessão no Oriente.

De acordo com Luis Felipe Vital, chefe de estratégia macro da corretora Warren Investimentos, a reação decorre do reajuste imediato de preços após semanas em que o mercado precificou uma vitória da oposição. A movimentação reverte os recordes alcançados pelo mercado financeiro nas semanas anteriores, quando o dólar operou abaixo de R$ 5 após o primeiro turno eleitoral. O próximo passo do mercado será a abertura dos negócios à vista na B3 e no mercado de câmbio brasileiro, que definirão a intensidade dos ajustes ao longo do dia.

Com informações de UOL, Folha, Terra e Metrópoles.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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