Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Política

Câmara articula PEC do voto distrital misto após avanço do PL em 2026

Proposta defendida por Hugo Motta tenta conter perda de espaço de partidos de centro e valer plenamente a partir de 2034

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Lideranças partidárias da Câmara dos Deputados abriram negociações para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema de eleição parlamentar no Brasil, instituindo o modelo distrital misto com vigência integral prevista para as eleições de 2034.

A proposta ganhou força imediata após o resultado eleitoral de 2026, quando o Partido Liberal (PL) elegeu 121 deputados e garantiu 23,6% de todas as cadeiras da Câmara — a maior bancada partidária individual desde a promulgação da Constituição de 1988. Em sentido oposto, siglas tradicionais de centro que compõem o chamado Centrão perderam 22 deputados federais, motivando a busca por um novo desenho eleitoral para preservar a representatividade regional.

O movimento é conduzido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que iniciou conversas com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para alinhar a tramitação no Congresso Nacional. Pelo modelo distrital misto, cada estado brasileiro seria dividido em distritos locais: metade dos deputados seria eleita diretamente pelos mais votados em cada distrito, enquanto a outra metade seria escolhida pelo sistema proporcional a partir do total de votos dos partidos.

Os articuladores tentam consolidar o apoio de bancadas do Partido dos Trabalhadores (PT) e de alas moderadas do PL para votar a matéria ainda em 2026. A proposta prevê mecanismos graduais de transição nas próximas disputas nacionais antes que a divisão distrital completa passe a vigorar em 2034.

Com informações de G1 e O Antagonista.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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