China sinaliza cooperação com governos de direita na América Latina
Emissário de Pequim afirma que país respeita escolhas eleitorais da região e preserva laços comerciais
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O encarregado especial da China para a América Latina, Qiu Xiaoqi, afirmou nesta segunda-feira que o governo de Pequim buscará desenvolver relações amistosas com todos os países da região, mesmo com a ascensão de gestões de direita ou seu alinhamento com os Estados Unidos.
A declaração ocorreu durante um encontro diplomático sobre a cooperação sino-latino-americana, momento em que pesquisas de intenção de voto no Brasil apontam liderança de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno presidencial. Conforme noticiou o jornal estatal Global Times, a autoridade chinesa não mencionou nomes de postulantes ou governantes específicos, ressaltando o princípio formal de não interferência em processos políticos internos de outros Estados.
Qiu enfatizou que as diretrizes comerciais e de investimento de Pequim não estabelecem barreiras ideológicas, exigindo como única condição prévia o respeito ao princípio diplomático de "Uma só China". Esse critério exige o reconhecimento de Taiwan como território chinês, impedindo vínculos com governos que mantêm laços com a ilha, a exemplo do Paraguai, cujo presidente Santiago Peña esteve em Taipé em maio.
O posicionamento de Pequim indica ao mercado e a lideranças econômicas que o fluxo de exportações agrícolas e minerais será preservado qualquer que seja o desfecho das urnas brasileiras.
Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.
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