Sábado, 03 de outubro de 2026
Economia

Crise econômica no Chile eleva preço do 'completo', o tradicional cachorro-quente

Alta do custo de vida e desemprego afetam lanche acessível no centro de Santiago

A escalada do custo de vida e a instabilidade econômica no Chile estão encarecendo até mesmo a comida de rua mais tradicional e democrática do país: o "completo", uma versão farta do cachorro-quente local, coberta com chucrute, tomate picado e muita maionese.

O aumento nos preços dos alimentos de rápido consumo reflete o impacto direto da inflação no dia a dia da população. A mudança transforma o simples ato de comer fora em um desafio para o orçamento dos chilenos de todas as classes sociais, que dependiam do prato como refeição barata.

Relatos de consumidores em lanchonetes do centro da capital, Santiago, apontam que o valor da comida saltou de 2.500 pesos (cerca de R$ 13,50) para uma média entre 3.500 e 4.000 pesos (até R$ 21) nos últimos meses. O cenário ocorre enquanto o país acumula uma inflação de 4,1% no último ano e vê o desemprego bater 9,5%, o pior nível dos últimos cinco anos.

Os dados oficiais revelam que a economia do país encolheu por dois trimestres seguidos, colocando o Chile tecnicamente em recessão, um período contínuo de enfraquecimento comercial. Diante dessa realidade, o Banco Central do Chile revisou e reduziu drasticamente sua projeção de crescimento do país para 2026, indicando que a retomada será lenta.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

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