Crise escolar e fiscal gera onda de greves e manifestações na França
Bloqueios de portos e atos estudantis reagem ao rombo nas finanças públicas que ameaça estabilidade do governo
A França enfrenta nestas semanas uma verdadeira escalada de greves nas repartições, levantes em escolas públicas de ensino médio, portos bloqueados e mercados financeiros temerosos diante do descontrole dos gastos estatais e elevação dos juros no país.
Essa somatória de conflitos coloca de xeque o modelo administrativo europeu para bancar os custos de seus cidadãos, ampliando a preocupação de governantes continentais sobre um risco em cascata de colapso nos pagamentos e serviços sociais de outras nações de grande porte na União Europeia.
A retomada das atividades na nação no pós-verão, tradicionalmente pacata, viu crescer um furacão encabeçado pela base sindical e movimentos da juventude contra defasagens nos repasses do governo à educação e recuos salariais dos professores. A debilidade de estabilidade fiscal atinge o atual governo de centro e infla o engajamento popular junto com as chances da política extrema direita da candidata opositora Marine Le Pen sair vitoriosa no próximo ciclo.
Sindicatos intensificam os embates com paralisações em escala nas ruas para obrigar a classe política em Paris a reformular as bases do apertado orçamento nacional.
Com informações de InfoMoney, Metrópoles e Estadão.
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