Terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Protestos estudantis têm dia de fúria na França e ameaçam governo de Macron

Mobilização contra o poder público fecha escolas há semanas e já paralisou mais de 40% das universidades.

Emmanuel Macron
O presidente da França, Emmanuel Macron · Foto: Aurore Martignoni / European Union, 2025 / EC - Audiovisual / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A série de protestos liderada por estudantes secundaristas franceses vivenciou seu ápice mais violento e maciço nesta terça-feira (6), levando centenas de milhares de jovens ao enfrentamento urbano na França. O balanço divulgado pelo Ministério do Interior apontou a mobilização de 256 mil pessoas espalhadas por mais de 40 cidades, mas as entidades organizadoras dizem que as manifestações superaram 450 mil participantes.

O forte levante nas ruas converteu-se na maior ameaça recente ao controle governamental do presidente Emmanuel Macron, à medida que a agitação não parou nos pátios das escolas de nível médio que amargam três semanas de portas bloqueadas. O engajamento se expandiu ativamente para o ensino superior e provocou o bloqueio das aulas em aproximadamente 40% das universidades públicas estatais ao redor do país.

O cenário desperta grande receio na cúpula do governo porque a França concentra forte histórico sociopolítico de protestos formados por estudantes que desembocaram em rupturas extremas, do Maio de 1968 até a pressão violenta ocorrida no projeto Devaquet em 1986. A mobilização se avolumou de maneira similar ao levante dos Coletes Amarelos de 2018, trazendo o risco de manchar definitivamente a popularidade de Macron com os eleitores há apenas seis meses do debate eleitoral presidencial.

As autoridades da segurança nacional continuarão a medir o avanço dessas demandas. Agora, a preocupação central e o passo imediato de Macron é tentar impedir que os sindicatos de trabalhadores entrem de vez em greve geral para unificar as frentes.

Com informações de UOL e Folha.

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