Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Política

Defesa de Oswaldo Eustáquio pede ao STF acareação com Mauro Cid

Petição questiona delação premiada e solicita registros de câmeras do Palácio da Alvorada

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Fachada do Supremo Tribunal Federal
Foto: Pedro França/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de acareação — procedimento em que depoentes com versões divergentes são confrontados — com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A iniciativa contesta formalmente a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que levou a Primeira Turma da corte a tornar Eustáquio réu por associação criminosa no âmbito das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O pedido foi apresentado na quarta-feira (28) e questiona os termos da delação premiada firmada por Mauro Cid. Segundo a defesa de Eustáquio, há divergências sobre uma ida do jornalista ao Palácio da Alvorada em 12 de dezembro de 2022. Eustáquio afirma que a visita ocorreu a convite do próprio militar para tratar de segurança após a prisão do líder indígena Serere Xavante, negando articulação com influenciadores ou reuniões golpistas com Bolsonaro.

Além do interrogatório conjunto, os advogados requereram a liberação das gravações de segurança e da lista de entradas do palácio na data citada, bem como uma perícia técnica nos registros de chamadas e mensagens de Cid. O relator do processo no tribunal analisará as solicitações antes de determinar o andamento da ação penal.

Com informações de Revista Oeste e Poder360.

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