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Política

Deputadas cobram TSE após indígenas ficarem sem transporte na eleição

Ofício aponta que eleitores também foram barrados por não falarem português ou estarem acompanhados de filhos.

Tribunal Superior Eleitoral
plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) · Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

As deputadas federais Sonia Guajajara (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG) enviaram um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (9) denunciando as dificuldades enfrentadas por eleitores indígenas no primeiro turno e cobrando providências para a próxima etapa da votação.

As parlamentares apontam que a falta de infraestrutura e o despreparo nas seções eleitorais violaram o direito de voto dessa população. O pedido busca garantir que os problemas de transporte e de comunicação nas aldeias sejam resolvidos antes do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

O documento relata que lideranças de Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco e Amazonas se queixaram de transporte insuficiente. Em Lábrea (AM), a falta de veículos teria impedido quase 7 mil pessoas de chegar às urnas, resultando em uma abstenção de 23,47% — acima da média nacional de 21,6%. Taxas de ausência superiores à média também foram registradas em cidades como São Gabriel da Cachoeira (AM) e Jacareacanga (PA).

Além do transporte, as deputadas afirmam que indígenas dos povos Tiriyó e Kaxuyana, no Amapá, foram impedidos de votar porque não falam português e os mesários negaram o uso de intérpretes no local, alegando falta de autorização do TSE. O documento relata ainda que mulheres indígenas foram barradas por estarem acompanhadas de seus filhos. O tribunal ainda não se manifestou sobre o ofício.

Com informações de UOL e Folha.

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