Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Deputado alvo de busca diz guardar dinheiro vivo por medo de confisco

Mauro Moraes (PL) nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política após seu assessor sacar R$ 300 mil.

O deputado estadual Mauro Moraes (PL-PR) justificou nesta sexta-feira (2) que mantém grandes quantias de dinheiro em espécie guardadas por medo de um novo confisco financeiro no Brasil. A declaração foi feita após o parlamentar ser alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, executado no pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

As suspeitas em torno da movimentação financeira do deputado se tornaram públicas na reta final da campanha eleitoral. A operação da PF investiga possíveis crimes eleitorais após um assessor de Moraes sacar cerca de 300 mil reais em notas vivas numa agência bancária localizada nas próprias instalações do prédio da Assembleia.

Candidato à reeleição e apoiador de Sergio Moro (União), Moraes usou suas redes sociais para negar qualquer ilícito e afirmou ser vítima de retaliação e perseguição política. O deputado disse que guarda os valores como uma precaução pessoal, lembrando do trauma vivido pelos brasileiros na época do Plano Collor, e chegou a sugerir que a população faça o mesmo temendo o futuro econômico do país.

A Polícia Federal abordou Moraes e seu assessor à paisana, recolhendo materiais sob autorização judicial. O objetivo da apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos é checar se houve uso de verbas atípicas para compra de apoio. A Assembleia Legislativa do Paraná confirmou a presença dos agentes, mas ressaltou não ter sido comunicada formalmente sobre o teor do inquérito.

Com informações de Google Notícias, Metrópoles e UOL.

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