Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Economia

Dívida externa supera reservas e Brasil volta a ser devedor internacional após 19 anos

Endividamento total atingiu US$ 407 bilhões, superando as reservas internacionais do país

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O Brasil perdeu a posição de credor internacional mantida durante 19 anos consecutivos, segundo estatísticas divulgadas pelo Banco Central do Brasil (BC). O endividamento total do país com o exterior alcançou US$ 407,1 bilhões em junho, ultrapassando o volume das reservas internacionais brasileiras, que somavam US$ 402 bilhões no mesmo período.

Com essa mudança, a chamada dívida externa líquida — calculada pela diferença entre o passivo externo e as reservas cambiais — voltou ao campo positivo e atingiu US$ 5,1 bilhões. O indicador permanecia negativo desde 2007, período em que o país acumulou mais ativos em moeda estrangeira do que compromissos a pagar lá fora.

O valor de US$ 407,1 bilhões reúne obrigações financeiras assumidas pelo setor público, por instituições bancárias e por empresas privadas brasileiras, representando o maior patamar nominal em 40 anos de medições. O aumento do endividamento foi impulsionado pelo déficit elevado nas transações correntes, que mede o saldo comercial, de serviços e de remessas com o exterior.

Apesar da inversão da balança, analistas econômicos e agências de classificação de risco avaliam que o quadro não traz risco iminente de crise externa. Contudo, especialistas alertam que a dívida líquida pode se aproximar de US$ 30 bilhões nos próximos dois anos caso persistam saídas significativas de capitais ou tensões no cenário fiscal.

Com informações de Estadão, Google Notícias e O Antagonista.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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