Domingo, 11 de outubro de 2026
Economia

Dois em cada três pequenos negócios apoiam proibição das bets no Brasil, diz Sebrae

Pesquisa revela que 66% dos empresários culpam apostas por endividamento, pedidos de adiantamento e queda na produtividade

Sede do Sebrae
Evento institucional do Sebrae em Brasília · Foto: Embaixada dos EUA - Brasil / Wikimedia Commons (Public domain)

Dois em cada três donos de micro e pequenas empresas no Brasil defendem a proibição total das plataformas de apostas online de quota fixa, conhecidas popularmente como bets, aponta pesquisa divulgada neste domingo (11) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O apoio de 66% dos empresários ao encerramento dessas atividades reflete a preocupação com os efeitos financeiros e comportamentais no ambiente corporativo. De acordo com os relatos compilados pela entidade, o endividamento provocado pelas apostas tem gerado queda direta na produtividade das equipes, pedidos constantes de adiantamento salarial e desvio de atenção durante a jornada de trabalho, além de drenar a renda dos consumidores que antes abastecia o comércio de bairro.

A pesquisa "Percepção dos pequenos negócios sobre o fim das Bets" ouviu 1.028 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte nas 27 unidades federativas no início deste mês. Mais da metade dos entrevistados atua no segmento de serviços (53,2%) e quase um terço no comércio (29,3%), com quase metade dos participantes registrando espontaneamente apreensão com problemas familiares, noites mal dormidas e dependência química e psicológica ligada aos jogos eletrônicos.

Apesar do predomínio a favor do banimento, parte dos entrevistados alertou para o perigo de que uma restrição completa empurre apostadores para plataformas clandestinas não fiscalizadas. Entre as soluções intermediárias defendidas pelos empreendedores estão o estabelecimento de limites de apostas por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), o bloqueio para beneficiários de auxílios sociais, o controle rigoroso da publicidade e investimentos contínuos em educação financeira.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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