Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Urgente Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e disputará Presidência com Lula
Política

Eleição presidencial tem a maior taxa de abstenção em um primeiro turno desde 1998

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo; estado de São Paulo também registrou taxa recorde de ausências da última década

Urna eletrônica
Urna eletrônica do TSE · Foto: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O primeiro turno das eleições de 2026 encerrou contabilizando a maior taxa de abstenção em uma disputa presidencial no país desde 1998, com mais de 33 milhões de brasileiros deixando de participar do pleito. Segundo os dados oficiais, 21,08% dos eleitores aptos não compareceram às urnas neste domingo (4), consolidando uma tendência contínua de distanciamento que vem crescendo desde 2006, ano em que a ausência registrada foi de apenas 16,75%.

O crescimento ininterrupto do não comparecimento eleitoral levanta reflexões sobre o engajamento da população na escolha de seus representantes federais. Além das faltas justificáveis e abstenções diretas, uma parcela daqueles que cumpriram o dever de ir às urnas até o início da noite preferiu não escolher ninguém, com os votos brancos somando 1,84% para presidente no decorrer da apuração.

No estado de São Paulo, que também votava em primeiro turno para governador, o impacto do desinteresse foi ainda mais visível. O Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) confirmou uma abstenção total de 22,56%, o que representa mais de 7,6 milhões de cidadãos que ficaram em casa. Foi o maior índice contabilizado pelo estado em primeiros turnos estaduais desde pelo menos 2014. Os cidadãos que faltaram têm agora 60 dias de prazo para justificar a ausência junto à Justiça Eleitoral e evitar o bloqueio de serviços públicos.

Com informações de UOL e G1.

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