Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Saúde

Especialistas alertam para riscos invisíveis da gordura no fígado

Condição afeta milhões de brasileiros e aumenta chances de doenças cardíacas mesmo quando não há sintomas aparentes.

A gordura no fígado, condição conhecida clinicamente como esteatose hepática, tem se tornado um alerta crescente entre especialistas por agir de forma silenciosa e elevar consideravelmente os riscos de complicações cardíacas. O tema foi um dos principais destaques durante o congresso anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), realizado recentemente em Milão, na Itália.

A conscientização sobre a doença é crucial porque ela costuma não apresentar sintomas nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce. Estima-se que 50 milhões de adultos no Brasil possuam gordura no fígado, sendo que 10 milhões já enfrentam a fase inflamatória da doença, que pode evoluir para quadros graves como a cirrose.

Segundo a hepatologista Fernanda Canedo, o acúmulo de gordura no órgão não é algo normal e indica uma alteração metabólica geral. "Da mesma forma que se acumula no fígado, está se acumulando nos vasos, coração, rins e pâncreas", explicou a médica, ressaltando que esses pacientes têm maior probabilidade de sofrer infartos e derrames, mesmo que o fígado ainda não esteja severamente comprometido.

Sinais como o amarelamento da pele e dos olhos só costumam aparecer em estágios avançados. Por isso, médicos reforçam a necessidade de exames de rotina, especialmente para pessoas com sobrepeso, para que o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes, já que a condição é reversível em suas primeiras etapas.

Com informações de G1, Drauzio Varella e Google Notícias.

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