Sábado, 10 de outubro de 2026
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Economia

Medidas de Flávio Bolsonaro podem travar economia, dizem especialistas

Propostas ignoram importância do consumo interno e enfrentam barreira de custos para execução em infraestrutura

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A estrutura de propostas econômicas do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), batizada pelos críticos de “tesouraço”, inclui alterações para desvincular o reajuste de recursos que custeiam a saúde pública, a educação e até reajustes atrelados ao salário mínimo. O modelo é classificado como preocupante por especialistas ouvidos em avaliações independentes publicadas nas mídias do setor ao longo da última semana.

As decisões que atingem diretamente a aposentadoria diminuem, na prática, a capacidade do trabalhador de comprar o básico ao longo do mês. O desaquecimento impulsiona um efeito dominó severo em cidades do interior do país — uma vez que cerca de 70% de todo o desempenho econômico (PIB) do Brasil se sustenta em cima das compras e das transações da classe trabalhadora nos comércios e lojinhas locais.

As propostas ainda esbarram na inviabilidade do Orçamento da União, sobretudo nos ambiciosos projetos prometidos em transporte. Sem espaço nas contas, erguer infraestruturas públicas, como estradas de ferro idealizadas pela equipe, que chegam a custar mais de R$ 30 milhões por cada quilômetro construído, impõe um custo inacessível para um governo que quer focar fortemente nos cortes de despesas primárias. A equipe de campanha ainda terá novas oportunidades de detalhar a viabilidade matemática dessas ideias nos próximos debates prévios ao segundo turno, em 25 de outubro.

Com informações de Brasil de Fato e UOL.

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