Sábado, 10 de outubro de 2026
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EUA sancionam Tribunal Penal Internacional após ex-juíza ganhar o Nobel da Paz

Medida do governo de Donald Trump recebe aplausos do primeiro-ministro de Israel e amplia crise diplomática

Placa do Tribunal Penal Internacional
Sede do TPI em Haia · Foto: Agência Brasil (CC BY)

O governo dos Estados Unidos impôs nesta sexta-feira (9) uma nova rodada de sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), poucas horas depois de a ex-juíza da corte, Navi Pillay, ser agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. A decisão americana visa cortar as fontes de recursos da instituição sediada em Haia, proibindo transações financeiras e punindo até mesmo empresas que prestem serviços ao tribunal.

A retaliação intensifica o atrito diplomático histórico entre a Casa Branca e o órgão, contrariando aliados europeus de Washington. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, divulgou um comunicado classificando a corte como "desonesta" e declarou que o presidente Donald Trump "nunca permitirá" que o TPI julgue cidadãos norte-americanos. A fúria americana também decorre das ações do tribunal contra autoridades de Israel, seu aliado central no Oriente Médio.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usou o anúncio para comemorar a atitude americana, aplaudindo as sanções e chamando a corte de "entidade política" e "perigo mortal para as democracias". Dentro do TPI, a vice-promotora Nazhat Shameem Khan condenou o movimento dos EUA, afirmando que a tática tenta minar a independência judiciária, mas prometeu que os trabalhos de investigação e os processos continuarão independentemente da pressão.

Com informações de UOL, Estadão e Agência Brasil.

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