Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Governo dos EUA impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional em Haia

Decisão ocorreu poucas horas após o Prêmio Nobel da Paz ser entregue a uma ex-juíza da corte

Donald Trump
Portrait of 45th and 47th POTUS, Donald Trump taken by Daniel Torok This portrait is displayed at the Smithsonian National Portrait Gallery and was approved for use on a commemorative Semiquincentenni · Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain)

O governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (9) novas e severas sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado na Holanda, passando a punir também as empresas do país que continuarem prestando serviços ou financiando a instituição. A medida ocorreu poucas horas após uma ex-juíza da corte, a sul-africana Navanethem Pillay, ser premiada com o Nobel da Paz.

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A punição, detalhada pelo secretário de Estado Marco Rubio, intensifica a hostilidade de Washington com o tribunal, elevando a pressão diplomática muito além das restrições de vistos já impostas contra promotores e juízes internacionais no passado. Em comunicado, a gestão de Donald Trump acusou a entidade de ser desonesta e defendeu que as sanções foram criadas com a intenção de proteger civis e militares norte-americanos da ameaça de julgamentos estrangeiros.

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O TPI é apoiado por 125 Estados-membros ao redor do globo, mas os Estados Unidos nunca aderiram ao seu estatuto e não reconhecem a autoridade das suas condenações. A vice-procuradora do órgão, Nazhat Shameem Khan, reagiu ao ataque estadunidense e declarou que as pressões buscam minar o Estado de Direito, garantindo que as investigações criminais seguirão normalmente e com independência.

Com informações de G1, Gazeta do Povo, Metrópoles e La Nación (Argentina).

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